Setembro 8, 2009

daniela r. sendo ridiculamente idiota desde 1990.
:)

dessa vez não muda

Maio 14, 2009

e aí que o amor acaba.
no começo tudo parece bacana, tudo é “fofo”. a maneira que ele fala, que ele explica as coisas pra você. no começo ele é gentil, depois vira escroto. no início da coisa até o caminhar dele é engraçado. depois, irritante. cê, no começo, repara com um quê de “ohn” que ele sempre usa as mesmas roupas, depois você se pergunta porque ele não compra outra roupa além daquela.
realmente, o convívio de alguns meses matou todo tipo de admiração que eu tinha.

eu não tenho mesa.
não tenho. simples assim. sabe? mesa pra sentar, escrever, colocar livros do lado, um copo na frente e umas canetas numa caneca no cantinho? pois é, não tenho. tô há três meses sem ter e já tô até esquecendo porque diabos é tão essencial assim.
tá, eu sinto falta de estudar sentada, (porque deitada eu sempre acabo dormindo).
mas não me entenda mal, eu quero ter uma mesa. acho que é necessário pruma universitária (oh deus, nao consigo parar de me chamar assim ahahhaha) ter um local pra poder se concentrar e tal. mas de boa, aqui não dá. não tem espaço nesse quarto pra mais nada. fora que eu tô sem grana. incrível como um sushi, uma pizza, um cinema ou vários moccacinos durante a semana fazem com que sua noção de necessidade mude.
eu não preciso de uma mesa. é super legal usar a mesinha do abajour pra equilibrar o laptop (quebrado, btw) e usar o teclado em cima do maior livro que você tinha no teu colo. suas costas nem doem, afinal, a cama é o melhor lugar pra digitar.

enfim, pra dor tome um pontin e meio, ou um dorflex e cabô. pelo menos eu tô assim há três meses e tá de boa.
tô com sono, não sei nem mais o que tô escrevendo. aliás, o que eu tava falando?
um beijo.

hopeless

Outubro 26, 2008

hoje acordei sem fé nenhuma na humanidade. que triste, todos nós. tristes. tenho preguiça do mundo, das pessoas, dos jornais e dos otimistas. talvez o capitalismo tenha matado minha poliana. e me fez aceitar isso com naturalidade. tenho preguiça de tentar salva-la. na verdade, é desesperança mesmo. acomodação, também.

Outubro 3, 2008

hoje eu vi um negócio incrível.
tava eu, onze da manhã, sentada debaixo de um bloco com dois amigos, matando aula de interpretação de texto. até aí, de boa. toda sexta é assim. aí do nada, surge um pardal na nossa frente, se mete nos arbusto e me sai com uma cigarra na boca.

a cigarra viva! se debatendo toda, e mexia as asas desesperadamente. o pardal, assassino, sem dó
contiuava bicando feito um louco. e, sádico ainda, pegava o bicho no bico, levantava e batia no chão.
REPETIDAS VEZES. a cigarra nem lutava mais. talvez porque o bico do pardal entrava no corpo e voltava com um liquidozinho estranho… enfim. aí o pardal depois de estraçalhar a pobre (mentira, eu detesto cigarras, mas porra) da cigarra – que, diga-se de passagem era quase do tamanho dele – arranca dois pedacinhos minúsculo e vai embora.

porra, mata um bicho gigante pra pegar um pedacinhozinho? ah por favor.

enfim, depois dessa vi que a natureza é assassina mesmo e que os vegetarianos são idiotas.
:D

phoutoushóópea

Setembro 24, 2008

e aí que eram umas seis e pouco da manhã, tava todo mundo com fome. apesar de todo mundo meio sem acreditar e querer rir (tá, só eu queria rir), fome é fome. a gente foi comer ali na Casa do Pão de Queijo. depois procurar um onibus pra voltar pra niterói. ficar dois segundos, almoçar rapidão e partir pra luta. iriamos pro rio. garotos na zona norte e garotas na zona sul. a pior coisa que a gente podia ter feito, mas…
pegamos uns três onibus, com três malas e duas mochilas. foi engraçado demais. enquanto o recém-chegado na cidade ia visitar parentes, os outros dois foram me acompanhar a visitar minha vó no asilo. beleza, duas horas depois, pareciamos os sem terras nas barcas. praticamente acampados ali, malas e gente em cima. parecia gente indo acampar.
todo mundo ali, fomos comprar os tickets das barcas e esperar a bendita chegar. engraçado que a gente esquece que, como a gente, um milhão de pessoas também tavam afim de pegar AQUELA barca pra ir pro rio. resultado: arrastão. eram mil pessoas numa fila estranha e eu só conseguia enxergar um monte de pinguim. sei lá porque.
ok, conseguimos os lugares, arrumamos as malas e ufa. estávamos em quatro e não precisa ser idiota pra saber que ninguém fica de vela assim. enquanto eu aproveitava o tempinho que tinha com meu namorado, o recém-casal do lado ainda tava todo “eita! é você?” coisa de internet, acontece.
foi engraçado. pra não dizer patético. quatro pessoas andando com duas malas pelo centro do rio. não sei se você já foi no rio de janeiro, mas todo o caos se resume aquele lugar. é gente gritando, buzinas, ônibus, flanelinhas e camelôs pra todo canto. e como é a parte mais antiga da cidade, pra ajudar mais ainda as rodinhas da mala, as calçadas de paralelepípedos com aquela agüinha nojenta de ar condicionado empoçando. ah, e a gente tava meio apressado tentando achar o diabo do ônibus certo pra ir pra lagoa. e tudo isso as seis, seis e meia. traduzindo, horário de trânsito nojento.
finalmente achamos a praça certa com a parada do ônibus certa, e um tempo depois estávamos dentro dum ônibus lotado, quente e eu tentando não dormir.
aí a gente chegou na casa da minha vó, finalmente.

rio

Setembro 18, 2008

eramos três ali. uma que havia acordado há pouco, dois que não dormiram. não dormiram por motivos diferentes, já que uma sofria com um turbilhão de pensamentos sobre os próximos dias e, outro, com ataque de rinite.
os três resolveram tentar dormir lá depois das uma, mesmo sabendo que iriam ter que levantar antes das cinco pra estar no galeão as seis, saindo de niterói cinco e pouquinho (pouquinho mesmo, tipo cinco e dez).
dois ônibus e mil pessoas estranhas depois lá estavamos nós. tava todo mundo ali meio ansioso, meio com sono, mas bem feliz.
eu, pelo menos, nunca havia estado numa outra cidade, em outro estado, com namorado e amigos.
como eu detesto ser observada, ficava olhando pros lados toda hora. ficava imaginando ele nos olhando, reparando, rindo sozinho. percebendo que aqueles personagens do orkut realmente existiam e interagiam entre si sim, não era só internet. se eu imaginei isso, a garota-da-noite-em-claro devia tá com vontade de morrer. ou de ter um controle remoto e avançar pra parte em que, finalmente, nos encontramos.
depois de uma esperinha, de correr pelo aeroporto-gigante e tentar disfarçar o nervosismo com piadinhas e comentários, chegamos até o tal portão do outro lado. eu, que não tinha muito a ver com a história tava nervosa, imagina ela então.
de longe a gente viu. era ele, certeza. não lembro quem apontou, ou falou ‘alá’. camisa verde (parte de uma interninha que não rola explicar), malinha de mão e o jeito de baiano. era ele, certeza. todo cool, e com sorriso na boca. pô, era ele. eu fui correndo abraçar, oras!
ficou um clima meio engraçado. conhecer gente da internet é sempre assim, mas dessa vez foi mais. acho que é porque foi tão inédito. deram tantos problemas, tantos. aí acho que aquela hora ali tudo se encaixou. por um final de semana, só. mas encaixou.