Outubro 26, 2008

queria me chamar rafaela. não sei porquê, mas rafaela me parece um nome de menina inteligente, que tem uma predileção por gatos e uma coleção de chaves. diferente de ana: garota simples que passa suas madrugadas recortando figuras de pés em revistas antigas de sua avó. já patrícia, não. patrícia tem cabelos curtos, bem penteados e se equilibra num salto alto por aí. palomas usam um rabo de cavalo muito bem preso por um elástico preto, que se perde na imensidão de todo o comprimento de seus cabelos. palomas andam saltitando, e seus cabelos as acompanham em movimentos grosseiros: é bem engraçado de se ver. karen, bem… eu não gosto de karens. fazem-se de bobas e são bastantes assanhadas. gosto de isabel, aquela que mora com a avó materna e toma lições de piano ás terças a tarde. silvia já é mais independente, trabalha de secretária de um amigo do avó, anota recados e é muito bem educada ao telefone, mas seus pingos nos i’s a descobrem menina. marina, a menina das cartas, gosta de livros e se projeta em romances alheios a espera de seu príncipe inventado. beatriz é uma loirinha de vestido florido da rua de baixo, certeza. júlia, bailarina simpática. a metida a cozinheira é a morgana, e daniela…ah, daniela é sem graça.

hopeless

Outubro 26, 2008

hoje acordei sem fé nenhuma na humanidade. que triste, todos nós. tristes. tenho preguiça do mundo, das pessoas, dos jornais e dos otimistas. talvez o capitalismo tenha matado minha poliana. e me fez aceitar isso com naturalidade. tenho preguiça de tentar salva-la. na verdade, é desesperança mesmo. acomodação, também.

vício

Outubro 3, 2008


eu sei eu sei. não tenho o menor senso ‘fashion’, não leio vogue nem passo o dia vendo coisas sobre moda. só gosto de ficar o dia inteiro vendo roupas que eu NUNCA terei e me deprimindo, oras.

eu sei, eu devia tá estudando. mas é vício!

Outubro 3, 2008

hoje eu vi um negócio incrível.
tava eu, onze da manhã, sentada debaixo de um bloco com dois amigos, matando aula de interpretação de texto. até aí, de boa. toda sexta é assim. aí do nada, surge um pardal na nossa frente, se mete nos arbusto e me sai com uma cigarra na boca.

a cigarra viva! se debatendo toda, e mexia as asas desesperadamente. o pardal, assassino, sem dó
contiuava bicando feito um louco. e, sádico ainda, pegava o bicho no bico, levantava e batia no chão.
REPETIDAS VEZES. a cigarra nem lutava mais. talvez porque o bico do pardal entrava no corpo e voltava com um liquidozinho estranho… enfim. aí o pardal depois de estraçalhar a pobre (mentira, eu detesto cigarras, mas porra) da cigarra – que, diga-se de passagem era quase do tamanho dele – arranca dois pedacinhos minúsculo e vai embora.

porra, mata um bicho gigante pra pegar um pedacinhozinho? ah por favor.

enfim, depois dessa vi que a natureza é assassina mesmo e que os vegetarianos são idiotas.
:D