Maio 11, 2008

- eu comprei aquele pão que você gosta.
- ah você lembrou? jura?
- é, você disse aquela vez que a gente entrou na seção de pães e reclamou porque eu disse que jamais comeria um pão que parece com mofo, cheio de coisinha marrom saindo, arght.
- mas é gostoso, poxa. e faz bem pra saúde.
- enfim né, comprei pra você. tá aqui na estante viu.
- pô, mas tu comprou só pra mim? como assim?
- ué, você pode ter fome e aí não precisa ir até a tua casa pra comer o pão que você tanto gosta.
- ahn. mas eu não me incomodo de comer pão de forma normal não viu.
- ah, eu sei. mas pensei ‘porque que ela não pode ter o pão que ela quer comer’ né? o que são 3,58 a mais na nota do supermecado.
- 3,58? beleza, depois te dô então.
- não! tu não tá entendendo. eu trouxe pra você comer quando quiser e tal.
- ah, tipo presente? ah que diferente então!
- não é um presente, é só um pão oras! pra você comer, tu gosta dele ué.
- tá, calma. não precisa ficar nervoso. só não entendi porque tu comprou se tu detesta. mas bel…
- porra, a gente vai, compra um negócio pra fazer a garota feliz e ela faz um escândalo!
- que isso amor. eu gostei, só achei estranho.
- estranho? beleza, não faço mais nada.
- calma amor, nossa.
- eu só pensei que seria legal ter o que você gosta de comer quando você acordasse aqui. porque na tua casa sempre tem e tal.
- ahn mas poxa
- … e que, quem sabe, tendo o que você gosta aqui você talvez considerasse vir morar aqui. porque já que tem o que voce gosta né, então taria tipo igual a tua casa e tal. e não só o pão, pode ter o queijo lá branco que você gosta também, sei lá sabe.
- tu quer que eu venha morar contigo?
- tu não percebeu?