casablanca
Julho 3, 2009
sam pulls an envelope from his pocket. rick grabs it, open it, and stares down at the letter
Richard,
i cannot go with you ot ever see you again. you must not ask why. just believe that i love you. go, my darling, and god bless you.
Ilsa.
irmã,
tô com saudade de você, garota. do que fazíamos juntas e da forma que você me contava o que fez, sem mim. morria de ciúme, obviamente. acho que fui me tornando possessiva aos poucos. contigo era bastante. e você comigo também aheahu
anyway, hoje é uma quarta feira e eu tô morrendo de vontade de te encontrar no meu quarto, com o cabelo amarrado, de shortinho curto e blusa decotada, falando pra gente ir logo fazer o macarrão com molho branco. tô com saudade de coisas que nunca aconteceram, tipo a gente com uma garrafa de tequila e váris confissões. (ok, muito grey’s anatomy).
senti que, contigo, eu era finalmente uma daniela. não a namorada de alguém, ou a irmã de outro. só a daniela. e que isso era o bastante pra você gostar de mim, confiar em mim e até me admirar.
nos faltou tempo pra colocar dezoito anos das nossas vidas em dia. saber de cada detalhezinho seu, cada mágoa, cada beijo e cada caso de uma noite só.
mas isso é o tipo de coisas que eu sei que ainda vai acontecer. que aquelas tardes que a gente apagava no sofazinho azul jogado no chão e acordávamos juntas e você me enxia de mordidas ainda vão se repetir. independente de quanto tempo leve pra gente se ver de novo, eu sei que no minuto que isso acontecer, a gente vai se entender completamente. porque é isso que acontece com grandes e verdadeiras amizades. nenhum tempo é capaz de apagar ou sequer diminui-las. o que a gente tem, minha irmã, é algo raro. e não troco por nada.
tô morrendo de vontade de te ver, de te ouvir e te desabafar contigo coisas que só você entenderia e saberia o que dizer. ou ao menos, só o teu abraço me faria sentir menos mal.
as vezes me pego fazendo a lista das coisas que preciso te contar, mas são tantas que me perco. e sei que quando a gente tiver se entupindo de esfihas numa madrugada dessas, elas viram à tona, sem ao menos me esforçar. porque qualquer coisa que acontece comigo, é automático registrar na pasta “preciso contar pra minha irmã”.
aprendi muito contigo. eu te amo demais, te admiro demais e tô morrendo de saudades,
dani
eu adoro meu quarto, eu adoro minha bagunça, eu adoro minhas lembranças aqui e eu adoro minhas coisas.






tchau,
Junho 21, 2009
vou pra casa, baby!
passando a limpo
Junho 15, 2009
lista de cinco coisas que resumem esses cinco meses:
livros
remédios, muitos remédios
(falta de) dinheiro
frio
saudade
dessa vez não muda
Maio 14, 2009
e aí que o amor acaba.
no começo tudo parece bacana, tudo é “fofo”. a maneira que ele fala, que ele explica as coisas pra você. no começo ele é gentil, depois vira escroto. no início da coisa até o caminhar dele é engraçado. depois, irritante. cê, no começo, repara com um quê de “ohn” que ele sempre usa as mesmas roupas, depois você se pergunta porque ele não compra outra roupa além daquela.
realmente, o convívio de alguns meses matou todo tipo de admiração que eu tinha.
perguntas
Maio 7, 2009
1. porque eu moro em frente a uma delegacia?
2. porque sempre tem um carro de funerária parado em frente a delegacia?
3. pessoas morrem em delegacia?
4. porque eu olhei dentro do carro e vi um caixão?
5. quem diabos deixa um carro de funerária todo aberto com um caixão dentro abandonado?
arapuã, ligadona em você!
Maio 4, 2009
eu não tenho mesa.
não tenho. simples assim. sabe? mesa pra sentar, escrever, colocar livros do lado, um copo na frente e umas canetas numa caneca no cantinho? pois é, não tenho. tô há três meses sem ter e já tô até esquecendo porque diabos é tão essencial assim.
tá, eu sinto falta de estudar sentada, (porque deitada eu sempre acabo dormindo).
mas não me entenda mal, eu quero ter uma mesa. acho que é necessário pruma universitária (oh deus, nao consigo parar de me chamar assim ahahhaha) ter um local pra poder se concentrar e tal. mas de boa, aqui não dá. não tem espaço nesse quarto pra mais nada. fora que eu tô sem grana. incrível como um sushi, uma pizza, um cinema ou vários moccacinos durante a semana fazem com que sua noção de necessidade mude.
eu não preciso de uma mesa. é super legal usar a mesinha do abajour pra equilibrar o laptop (quebrado, btw) e usar o teclado em cima do maior livro que você tinha no teu colo. suas costas nem doem, afinal, a cama é o melhor lugar pra digitar.
enfim, pra dor tome um pontin e meio, ou um dorflex e cabô. pelo menos eu tô assim há três meses e tá de boa.
tô com sono, não sei nem mais o que tô escrevendo. aliás, o que eu tava falando?
um beijo.